O Poder dos Dados na Proteção das Mulheres
Dados precisos não são apenas números. Eles são faróis que iluminam caminhos para políticas reais e coragem coletiva contra a violência de gênero. Descubra...

A violência de gênero não é um problema invisível. Ela está registrada em cada dado coletado pelo IBGE.
Dessa forma, informações precisas permitem que o Brasil construa respostas mais eficazes e humanas. Em 2024 e 2025, estatísticas como as da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019) e da publicação "Estatísticas de Gênero" revelaram padrões alarmantes e, ao mesmo tempo, pistas essenciais para a proteção.
Dados como Ferramenta de Transformação Social
Além disso, os números mostram que 6,0% das mulheres brasileiras com 18 anos ou mais já sofreram violência física, psicológica ou sexual por parceiro íntimo. O dado ganha contornos ainda mais graves ao identificar que a faixa etária de 18 a 29 anos registra 9,2% de vítimas. Além disso, mulheres pretas ou pardas enfrentam taxas ligeiramente superiores (6,3%) em comparação com mulheres brancas (5,7%).
Portanto, esses indicadores não são meras estatísticas. Eles revelam onde atuar com urgência e como direcionar recursos. O IBGE, ao sistematizar esses dados, permite que governos municipais, estaduais e federais desenhem políticas públicas focadas em territórios e perfis mais vulneráveis.
O Lar como Cenário de Risco e a Necessidade de Redes Integradas
Entretanto, o dado mais contundente é que 72,8% dos casos de violência física ocorreram dentro de casa. Em mais de 85% dos episódios, o agressor era conhecido — parceiro, ex-parceiro, parente ou vizinho.
Essa realidade impõe um desafio claro: a rede de proteção precisa estar presente onde a violência acontece. Dessa forma, o fortalecimento de Centros de Referência, Delegacias da Mulher e serviços de acolhimento deve ser priorizado em regiões com maior incidência. O Relatório Anual de Segurança das Mulheres (Raseam 2025), que utiliza dados do IBGE, já aponta quedas na violência letal — 1.450 feminicídios em 2024, uma redução de 5,07% em relação ao ano anterior.
Proteção da Juventude: O Alerta dos Dados Jovens
Ainda mais alarmante é o resultado do Pense 2024, pesquisa com estudantes de 13 a 17 anos: 8,8% relataram terem sido forçados a relações sexuais, a maioria no contexto familiar.
Portanto, é urgente ampliar programas escolares de educação emocional e sexual, além de fortalecer canais de denúncia acessíveis aos adolescentes. Projetos como o PL 433/2023 na Câmara dos Deputados, que propõe a inclusão obrigatória de temas de gênero e prevenção à violência nos currículos escolares, representam passos concretos que dependem de engajamento cidadão para avançar. Saiba mais sobre o projeto aqui.
O Caminho da Solução: Da Dados à Ação
Com base em indicadores claros, iniciativas como o Programa Mulher Segura e a expansão do Disque 180 ganham eficácia. Além disso, os dados do IBGE são fundamentais para monitorar resultados e ajustar estratégias.
Além disso, cidadãos podem exigir transparência e fiscalizar o uso desses dados. Apoie campanhas de mapeamento comunitário de pontos vulneráveis. Participe das audiências públicas sobre políticas de gênero em sua cidade. Juntos, transformamos números em redes de proteção vivas e atuantes.


